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Blog de rubim.geontelus
 


Eu também sou culpado, e você? (Parte 1a)

De quem é a culpa por mais essa tragédia no morro do Bumba e morro dos Prazeres? Somos todos nós. Nessas tristes ocasiões procuramos responsáveis, e, geralmente, os principais alvos são os prefeitos devido à óbvia ligação direta que têm com tais problemas. Mas será que podemos culpá-los  e nos eximir da culpa? Não, pois somos todos responsáveis pelo mundo onde vivemos. E esse mundo é aqui e agora.

Num país como o Brasil, onde impera a cultura da indiferença com o próximo, essas tragédias têm acontecido com freqüência constante. Ainda estão recentes os acontecimentos em Angra dos Reis. E, se fizermos uma lista de casos trágicos que poderiam ter sido evitados, com certeza encheriam algumas páginas: Bateau Mouche, Morro do Baú, incêndio na favela Diogo Pires, incêndio da Vila Socó, acidente do vôo 3054 da TAM, edifício Palace II,  etc. etc. e mais etc.

 

A cultura da indiferença não é  privilégio apenas do Brasil, uma vez que é um produto da Revolução Industrial, quando o mundo começou a passar por um processo de massificação. Esse fenômeno foi observado já nos primeiros momentos por Edgard Allan Poe, que o imortalizou em O Homem da Multidão, e por Dostoiévski, em O Homem do Subsolo. Seguidos depois por vários estudiosos como Walter Benjamim, Hegel, Kierkegaard, Heidegger. Com o consumismo, proporcionado pelo sistema capitalista, nos transformamos em clones do Dr. Jackyll, e somos monstros inconscientes, ocultos (hide, daí Dr. Hide, o outro lado do Dr. Jackyll)  a maior parte do tempo ao tomarmos nossas doses diárias  de prazeres anestesiantes proporcionadas por meios diversos: desde a compra de produtos variados até o ato, aparentemente lúdico, de vermos programas tipo BBB, que nos impõe uma visão de mundo competitiva, perversa, manipulável. Assim, temos a impressão de que tudo é assim mesmo e nada podemos fazer; e devemos ser iguais, pois pensar diferente nos transformam em 'monstros' dentro de uma multidão de zumbis, que não se dão conta que são os verdadeiros monstros. Somos bombardeados o tempo inteiro com mensagens para que pensemos em sermos individualistas, para que pensemos em sermos vencedores, para acharmos tudo 'normal'. Quando a mídia nos mostra as mazelas do mundo, geralmente fazem de maneira tendenciosa, e usam de muitos artifícios para distorcer, camuflar, 'legalizar' situações ao banalizá-las, e usar de comparações imediatas, por exemplo:  ao mostrar  o Rio de Janeiro ou São Paulo inundadas, e os conseqüentes problemas, mas em seguida mostrar inundações em outras partes do mundo ou mesmo alguma outra notícia que desvie o foco do problema. Somos levados a nos sentirmos solidários, consternados, 'humanos', num momento, e no outro já estamos com o pensamento conformado pelo fato de ser 'comum' em outros lugares do mundo ou mesmo já estarmos em alguma ilha do Caribe 'fazendo turismo', ou ainda 'participando de algum concerto de rock',  'participando de algum evento religioso', 'assistindo algum evento esportivo'.

 

A vida continua, e não podemos parar, mas esquecermos e não termos memória é simplesmente abominável. No Brasil, isso acontece porque temos uma cultura secular calcada no descaso. A colonização portuguesa não foi com intenção de povoamento, mas de exploração. As pessoas que vinham para morar geralmente tinham planos de fazer riqueza e voltarem para a Europa. Os que ficavam e fixavam moradia viviam separados dos demais: índios, negros, e mestiços. Com isso acabamos por adquirir um conceito distorcido sobre nossa condição como povo. Estudos como o de Sérgio Buarque de Holanda, em seu livro Raízes do Brasil, que fala sobre o Homem Cordial, explana isso de modo brilhante. O 'jeitinho' para tudo é uma característica nossa, e também achamos que Deus é brasileiro devido à crença de que vivemos no melhor país do mundo pelos seguintes motivos: não temos terremotos, não temos vulcões, não temos guerras internas, temos carnaval o ano inteiro, temos muita alegria, temos...E assim continuamos nossas vidas. Vale lembrar agora um outro fator: fé. Procuramos seguir adiante, orando ou rezando, dependendo da religião. Contudo, vivemos num país de maioria cristã, e é notável como isso é marcante na sociedade. Independente das diferenças entre católicos e protestantes, não podemos deixar de notar o descaso de ambos os grupos. Existem bancadas no congresso tanto de católicos quanto de protestantes, existem associações cristãs, existem as denominações protestantes que agem para 'salvar' almas. E daí? Daí que existe muita conversa, muita palavra e palavreado, muita lábia, e pouca ação.

 

Ação significa compromisso real e não imaginário, significa responsabilidade, e também mudança. Vamos por partes:

primeiro: comprometer-se significa, dentre outras coisas, 'ir a algum lugar através de encargo (meter, do latim mittere) à presença de alguém ou algo (diante de, do latim pro) em companhia de (unido fraternalmente, do latim cum)'. Um compromisso é justamente isso: o noivo dá sua palavra à noiva na presença de outras pessoas, testemunhas, adquirindo então um encargo, para então o casal seguir adiante (mittere); e chegar à presença de um padre, pastor, rabino (pro, diante de); em companhia um do outro e de Deus - fizeram o pacto, acordo, aliança embasados, supõe-se, na boa-fé, e isso caracteriza, para quem é religioso, estar com Deus (com). É Interessante essa última parte que fala sobre estar em companhia um do outro e de Deus, pois lembra justamente o que Jesus falou sobre o jugo: 'Aquele que estiver cansado, que descanse ao dividir seu fardo com Ele'. Esse exemplo dos noivos serve para qualquer  tipo de compromisso. No caso de políticos: eles empenham suas palavras diante do povo,  que serve de testemunha, e seguem adiante  depois de serem eleitos (mittere); e então chegam à presença dos demais políticos - vereadores, deputados, senadores, para representarem o povo  com que, teoricamente, fizeram uma aliança (pro);  e em companhia desse povo, demais políticos do mesmo partido e de Deus (com). Aqui faço uma outra observação, pois,  como vemos, para existir aliança é necessário ter fé** (para o cristianismo: Fé (do latim fides, fidelidade[1] e do grego pistia) é a firme convicção de que algo seja verdade, sem nenhuma prova de que este algo seja verdade, pela absoluta confiança que depositamos neste algo ou alguém; para o judaísmo:  A teologia Judaica atesta que a crença em Deus é altamente meritória, mas não obrigatória. Embora uma pessoa deva acreditar em Deus, o que mais importa é se essa pessoa leva uma vida decente. Os racionalistas Judeus, tais como Maimónides, mantêm que a fé em Deus, como tal, é muito inferior ao aceitar que Deus existe através de provas irrefutáveis.[4] Na Tanakh (Ver artigo principal: Tanakh): na Bíblia Hebraica a palavra hebraica emet ("fé") não significa uma crença dogmática. Ao invés disso, tem uma conotação de fidelidade (da forma passiva "ne'eman" = "de confiança" ou "confiável") ou confiança em Deus e na sua palavra. A Bíblia hebraica também apresenta uma relação entre Deus e os filhos de Israel como um compromisso. Por exemplo, Abraão argumenta que Deus não deve destruir Sodoma e Gomorra, e Moisés lamenta-se por Deus tratar os Filhos de Israel duramente. Esta perspectiva de Deus como um parceiro com quem se pode pleitear é celebrada no nome "Israel," da palavra Hebraica "lutar")**.  Assim, enquanto para o cristianismo é suficiente crer em Deus para estar salvo, para o judaísmo isso não é suficiente: é necessário agir com decência, procurando imitar Deus em todos os aspectos, ainda que não creia Nele, e implantar na vida o mesmo sistema ordenado visto nas Sagradas Escrituras, fazendo também boas obras, de modo a modificar o mundo.  Isso nos remete à responsabilidade;

segundo: responsabilidade significa 'obrigar-se e ser obrigado por força maior  ao mesmo tempo a cumprir um compromisso através do registro oficial com (spondere)' a 'coisa, Estado, poder, autoridade, assunto, arte, profissão (res)'. Vemos tratar-se de um feedback, uma retroalimentação: nesse caso, estamos falando de ''obrigar-se e ser obrigado por força maior a cumprir um compromisso através do registro oficial com (spondere)' o 'Estado (poder)', que é a força maior'. O Estado visto como uma convenção entre pessoas que compartilham determinados interesses - língua, cultura, origem,  e, portanto, um sistema que funciona embasado em leis que permitam a todos viverem com dignidade. Tal só pode acontecer se houver o cumprimento dos compromissos sociais seja por parte do Estado seja por parte dos cidadãos que o compõem, numa retroalimentação constante. As pessoas têm o hábito de reclamarem seus direitos, mas esquecessem seus deveres. No Brasil é comum vermos coisas do tipo 'não faço isso porque não adianta', 'não vou bancar o honesto porque aqui só tem ladrão mesmo', 'não vou me dar ao trabalho de jogar lixo no lugar certo porque todos jogam nas ruas'. Vemos então a quebra dos compromissos, e isso se dá tanto pela inversão dos valores, em que o errado se torna o certo, quanto pelo secular descaso com a educação, outro tipo de quebra de compromisso e nesse caso do Estado para com o povo. Isso remete à mudança;



Escrito por rubim geontelus às 13h04
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Eu também sou culpado, e você? (Parte 1b)

terceiro: mudança no sentido de transformação, de estarmos sempre tentando melhorar com nossos erros, com nossas diferenças. Nesse sentido, acho que a humanidade já passou por todos os tipos de problemas e o acervo de conhecimento é suficiente para percebermos que giramos em círculos, cometendo os mesmos erros, e, o que é pior, camuflados, mimetizados. No Brasil, o que vemos já de muito tempo para cá, são acontecimentos idênticos aos que levaram à Revolução Francesa. Quem tiver interessado no assunto basta fazer uma pesquisa rápida na net e verá as semelhanças. Nesse caso as semelhanças estariam camufladas pelo tempo entre os acontecimentos de ambas manifestações históricas, pela falta de educação do povo brasileiro que não se dá conta disso (sem generalizar, claro), e pelo secular comodismo popular. Quanto ao mimetismo histórico, diria que vemos situações no Brasil dignas do nazismo: autoridades, representantes da secular elite nacional, após tragédias como essas recentes no Rio de Janeiro, dão entrevistas, com a maior dissimulação, dizendo que nada sabiam sobre os problemas nos morros, principalmente o morro do Bumba - antigo lixão, e desmentindo outras autoridades comprometidas realmente com o povo, como engenheiros, arquitetos, geólogos, que deram pareceres contra a ocupação em tais lugares. Vemos uma elite secular ainda massacrando o povo, que serve apenas como bucha de canhão, como massa de 'escravos' para trabalhos pesados, como massa a ser moldada em tempos de eleição e servir como chave para abrir as portas do poder público para representantes dessa elite de modo a dar continuidade ao problema. A elite secular que suga e massacra o país é tão bem organizada, e a 'cultura' brasileira está tão impregnada com valores duvidosos, para não dizer podres, que mesmo pessoas de partidos populares e oriundas das classes populares acabam sendo corrompidas e passando para o lado deles. O fato é que Hitler escreveu um livro chamado Minha Luta (Mein Kampf), onde colocou tudo que pretendia fazer, e, nesse sentido, podemos dizer que foi um homem íntegro. Sabemos o que foi o nazismo e suas conseqüências, e isso nunca mais. Mas o que quero dizer é que o mundo sabia o monstro que enfrentava, e sabia o que o monstro pretendia. O mundo conhecia o monstro. E essa gente que nos representa? São pessoas dissimuladas, hipócritas, piores que Hitler. Freqüentam igrejas, templos, sociedade, fazem promessas ao povo, dizem amar o Brasil, riem para as massas (interiormene riem das massas, isso sim). Como pode ser verdade o que eles dizem, se as evidências mostram o contrário? Não mesmo, e tudo é justamente o oposto: são pessoas más.

 

Depois desses acontecimentos no Rio, vi uma entrevista com uma mulher, moradora de uma favela em São Paulo semelhante à do morro do Bumba, em que ela dizia que não adianta sentirmos compaixão depois que tragédias assim ocorrem, mas que deveríamos fazer algo antes para evitar tanta dor. Quem, tendo bom senso, iria discordar dessa afirmativa já tantas vezes repetida por tantas outras pessoas antes dela? Lembro da letra de uma canção que bem exemplifica isso tudo, e nos faz ver o quanto estamos anestesiados, dormindo, encapsulados em ovos que foram postos e estão sendo chocados  por serpentes monstruosas que nós mesmos alimentamos e tornamos mais fortes:

 

QUANDO EU ME CHAMAR SAUDADE

(Nélson Cavaquinho e Guilherme de Brito)

 

Sei que amanhã

Quando eu morrer

Os meus amigos vão dizer

Que eu tinha um bom coração

Alguns até hão de chorar

E querer me homenagear

Fazendo de ouro um violão

Mas depois que o tempo passar

Sei que ninguém vai se lembrar

Que eu fui embora

Por isso é que eu penso assim

Se alguém quiser fazer por mim

Que faça agora

Me dê as flores em vida

O carinho

A mão amiga

Para aliviar meus ais

Depois que eu me chamar saudade

Não preciso de vaidade

Quero preces e nada mais

 

Aqui faço algumas observações para dissipar de antemão quaisquer mal entendido: não estou generalizando sobre as autoridades políticas, pois existem muitos, embora uma minoria, com boas intenções; não estou incentivando ninguém a violência, mas dizendo que somos acomodados e não reivindicamos das autoridades o cumprimento das leis e dos compromissos que adquiriram com o povo dentro de padroões civilizados; não sou comunista; e não sou nem católico nem evangélico: amo a Jesus, mas minha orientação religiosa é cabalística.

 

Portanto, somos todos culpados.

 

 

** http://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%A9  e   http://wikimediafoundation.org/wiki/Terms_of_Use



Escrito por rubim geontelus às 13h02
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Dourado: metal nobre ou ouro de tolo?

Dourado!? Metal nobre ou ouro de tolo? O cara está conseguindo ganhar o BBB em cima de um joguinho montado sobre uma hipocrisia: vender uma imagem de homófobo. Quem muito combate é porque tem algo a esconder. Se ele tanto combate os homossexuais é porque é um enrustido; pois, se tivesse segurança do que é, deixaria os outros em paz. Afinal estamos no Século XXI e lutamos para que não haja mais Inquisições e coisas grotescas do gênero, como essas demonstrações de preconceito e intolerância contra outros grupos sociais. A antropologia hoje reconhece o valor de todas as culturas e grupos sociais. Ou ele está fingindo e conseguindo o que quer. Seja como for, está repassando intolerância e isso com certeza tende a espalhar-se para outras áreas: preconceito contra mulheres, contra negros, contra judeus, contra nordestinos, contra chineses, contra qualquer coisa. É um retrocesso ao homem das cavernas, e isso ele bem parece no papel que constrói na tal Casa. Engraçado a dissimulação da Globo quanto a esse problema, pois está servindo de veículo ao incremento de preconceitos de todos os tipos. E outra: ninguém está se dando conta que existem muitas pessoas de mente fraca que entrarão nessa onda de homofobia a ponto de cometerem crimes hediondos contra os homossexuais Brasil afora, lembrando que somos um dos países em que mais ocorre esse tipo de crime.

Devido à repercussão do programa, demonstrar ser homófobo tá na moda. E pessoas fracas, incapazes de refletir,  de pensarem por conta própria, entram no modismo só para não ficarem diferentes da maioria. Tal como o voto válido, vemos hoje em dia o 'pensamento válido':  as pessoas procuram pensar de acordo com a maioria 'manipulada' pela mídia, nesse caso estamos falando da Globo, apenas para se identificar com a maioria de não parecerem 'estranhos' num mundo cada vez mais nivelado por baixo. São marionetes nas mãos de um sistema perverso. Por que será que está havendo agora essa manipulação contra homossexuais?  Será que existe algum candidato à presidência que seja homossexual? Ou estamos novamente no caminho de uma nova Era das Trevas, e logo teremos Inquisição e um festival de fogueiras para queimar homossexuais e outras pessoas que não se enquadram nos 'padrões' desses vermes que manipulam a massa inconsciente. Pessoas que vivem dormindo em seus casulos, e até lembram o filme Matrix. Até o nome do cara tem significado ambíguo: dourado é uma cor que tanto pode representar objetos feitos com o metal nobre, quanto também representar o 'ouro do tolo', que é um metal praticamente sem valor mas que bem parece o ouro a primeira vista para quem não sabe diferenciar ou reconhecer. Acredito que ele, o Dourado, se encaixe no tipo ouro de tolo, pois a irresponsabilidade quanto aos problemas que esse tipo de preconceito pode causar é simplesmente inadmissível para um tempo no qual dispomos de tantas informações e tecnologia. A Globo também é ouro de tolo, e põe realmente o povo dentro de um 'Globo da Morte'.

BBB é um jogo perverso. Os participantes estão ali usando máscaras diversas. São inimigos uns dos outros, embora façam alianças e digam que gostam de um ou outro. O objetivo é vencer para ganhar um bom dinheiro, e nesses casos é difícil imaginar alguém realmente com boas intenções. Além do mais, isso passa para os telespectadores  a noção de que o restante do mundo também é assim,  e que vale tudo dentro do grande jogo diário da vida. Por isso estamos vendo o mundo cada vez mais violento, vazio de espiritualidade verdadeira, pantanoso, perigoso.

Dourado representa retrocesso, e a 'luz' que está sendo lançada pelo personagem que ele construiu e interpreta está ofuscando as mentes fracas. Pérolas que o Dourado andou dizendo: que heterossexuais não se contaminam com AIDS ou SIDA; chamou o Dicesar de mentiroso e que , apesar de ser viado, se comportasse como homem; ameaçou a Angélica, e disse que se ela fosse homem quebraria os dentes. Isso é estranho, pois ele deixou claro que a Angélica não seria 'mulher', e depois entra em contradição ao dizer que ela é mulher para justificar o motivo de não ter quebrado seus dentes. Será que teve medo de bater na Angélica e ser expulso do programa e perder  a grana que tanto quer?

 Percebendo as mazelas que anda causando, a Globo procurou promover a paz entre o Dourado e o Dicesar para tentar repassar ao povo que é justa e eqüidistante. A Globo até divulgou um editorial em que comenta que não é responsável pela opinião dos participantes da casa. Medo das conseqüências?  Vale lembrar que a Globo surgiu durante a ditadura, e é claramente de extrema direita, manipulando sempre as massas. É também sintomático que após o Governo assinar um acordo com o Vaticano, às escondias, permitindo que a Igreja Católica volte a ser a religião do Estado, surjam essas manipulações de intolerância.

Dourado é retrocesso, é falsidade, é contradição, é intolerância, é brutalidade Mas a maioria do povo brasileiro está votando nele porque ele reflete na verdade o que a maioria de nosso povo é na verdade: hipócrita.

 Lembrando ainda que a violência simbólica se baseia na fabricação de crenças no processo de socialização, que induzem o indivíduo a se enxergar e a avaliar o mundo de acordo com critérios e padrões definidos por alguém ou por instituições como família, religião, estado, empresas, enfim corporações. Trata-se da construção de crenças coletivas e faz parte do discurso dominante. Leiam meus textos, mas não se prendam a eles, rs. Leiam bastante, e trilhem seus próprios caminhos. Sejam caminhantes e não caronas em veículos fabricados (ser levado nos ombros pode até parecer conveniente, mas você só verá as mesmsas paisagens que seu carregador, ainda que pareça ser de um ponto mais elevado e mais abrangente). Continuem andando. Conhecimento é tudo de bom, principalmente quando permite boas escolhas na vida. Apenas procuro dar uma visão diferente da maioria.



Escrito por rubim geontelus às 15h54
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China: mocinha ou vilã?

Liberdade!? Será que podemos mesmo ser livres? Liberdade é um conceito muito relativo, e geralmente só vinga para quem está no topo das divisões de classe e geralmente dispõe de recursos para poder usufruir dos frutos que o mundo oferece. No mais, temos uma maioria de alienados que acha que apenas falar mal de governos, ter acesso a uma internet em que possam fazer quase tudo, votar, é viver em liberdade. Vivemos num mundo complexo dividido por n interesses, e ninguém pode viver livre das pressões exercidas pelos diversos grupos que o compõem, principalmente nesses dias de tecnologia e globalização cada vez mais refinadas. Grupos religiosos, econômicos, étnicos, culturais, são os que mais exercem pressão.

            A antiga U.R.S.S faliu e desmoronou devido à Guerra Fria com o Ocidente, capitaneado pelos Estados Unidos, e também pela corrupção de seus dirigentes. E a China? Ora, em vez de se envolver em Guerra Fria com os Estados Unidos e gastarem fortunas com testes nucleares , a China está subsidiando seus produtos, que também são competitivos devido aos baixos salários, para causar crises pelo mundo como temos visto. Seus produtos são de qualidade ruim geralmente, descartáveis. Pagam mal aos trabalhadores, e existem acusações de várias instituições quanto ao trabalho escravo;  poluem demais com suas indústrias;  violência contra as mulheres (ainda se pratica a morte de bêbes do sexo feminino como controle populacional);  o comunismo é apenas para as classes pobres e camponeses , pois na verdade uma elite poderosa controla tudo e adota descaradamente o capetalismo, ops, capitalismo;  oprimem outras etnias como os tibetanos e os uigures de Sinkiang ou Xinjiang; pressionaram para os países ocidentais devolverem as colônias lá como Hong-Kong e Macau, mas não devolvem o Tibet, Sinkiang ou Xinjiang e parte da Cachemira tomada da Índia;  contribuem absurdamente para a pirataria no mundo inteiro, e isso também faz parte de seus planos para minar o poder de outros países; causam problemas ao meio ambiente também pelo fato de fomentarem o contrabando de produtos animais como marfim, chifre de rinoceronte, produtos tirados do tigre, etc.

            Então a China é diabólica?  Não, ninguém ou nada é diabólico no sentido geralmente interpretado no Ocidente, ou seja, algo a serviço de um ser perverso, diabo. A China é o que é em conseqüência do contexto histórico: das escolhas feitas pelas potências mundiais em relação ao mundo, no caso a China, e de tantas outras escolhas a nível interno. Muitas vezes foram invadidos, humilhados, massacrados: mongóis, japoneses, britânicos, portugueses. para citar alguns. Tiveram que fechar suas fronteiras diversas vezes, levando ao enfraquecimento do país e a perda da liderança que exerceu como principal potência mundial ao menos duas vezes na antigüidade (durante as viagens de Marco Polo, por exemplo, a China era a principal potência mundial), e isso a isolou do restante do mundo. Sua cultura, apesar de estranha aos olhos ocidentais, é fascinante, embora eu não aprecie muitas coisas de sua culinária, rs (e nem gostaria de sofrer um acidente num avião abarrotado de Chineses e sobreviver, pois comem de tudo, e numa hora dessa eu não gostaria de estar na mira da fome deles. Brincadeirinha, rs). Bem, mas problemas à parte, não deixa de ser louvável o desenvolvimento chinês, pois mostra que são capazes sim. Não concordo com os meios que eles usam, mas isso não impede de admirar a capacidade de um povo milenar que sempre presenteou a humanidade com tantos inventos: bússola, pólvora, papel, bombas de água, moinho, e centenas de outros. Vale lembrar que também se encontram sufocados por uma população de mais de 1,4 bilhão numa área pouco maior que o Brasil e, se não conseguirem meios de obter alimento para toda essa população, irão colapsar e aí as conseqüências para o mundo seriam ainda piores.

            Existe sim violência lá, e todos os anos milhares de chinenes e alguns estrangeiros são executados: estupros;  tráfico de drogas;  prostituição; assassinos;  ladrões; tráfico de produtos animais como tigres, elefantes, rinoceronte, crocodilos, etc., estão dentre os casos mais comuns das acusações que levam à pena de morte. Mas como em qualquer lugar do mundo, na China também tem grupos mafiosos, sendo um dos mais bem organizados, e a criminalidade  torna-se então sistematizada. Esse é o motivo pelo qual a criminalidade não acaba jamais em lugar algum: grupos poderosos controlam os esquemas, ficando geralmente ocultos, e só os peões desse jogo macabro é que são expostos. Quando pegos são presos, mortos, torturados. Mas são a ponta do iceberg apenas.

            Quanto ao sistema ferroviário ser o maior e melhor realmente ainda não o é assim. Estados Unidos e Rússia dispõem de malhas maiores, e Alemanha, França e Japão são os melhores, tanto que a China tem contrato com a Alemanha para implantação de TVA e transferência de tecnologia.

            Vamos esperar e torcer para  que o mundo não quebre devido a esse modo de agir chinês, e que não nos leve a uma guerra, pois, como sabemos, guerras são conseqüências de problemas econômicos, direta ou indiretamente: o ser humano e os estados sempre estiveram envolvidos em em disputas territoriais, por melhores lugares dentro de grupos sociais por visando ao poder e, conseqüentemente a situação econômica, enfim a disputas por obtenção de recursos vários. Que nos sirva de exemplo as Duas Guerras Mundias. Portanto a China não é essa maravilha toda que falam, e tão pouco é a vilã solitária nos problemas mundiais.  E para não ser injusto: vale lembrar que o capetalismo, ops, capitalismo, com a globalização, faz tempo que pratica tipos de investimentos predatórios ao extremo. É suficiente dizer que na Bolsa de Valores de Nova Iorque (e isso acontece em outras bolsas mundo afora) os investidores 'jogam' como que num game: sentam-se confortavelmente em suas cadeiras diante de um monitor e fazem suas aplicações mundo afora, manipulando econômias de países, e ganhando fortunas em questãos de horas ou minutos. A humanidade parece acordar para o fato de estarmos conectados e tudo ser conseqüências das escolhas, não existindo certos ou errados, mas produtos da história que o próprio ser humano faz. Nossa responsabilidade ou irresponsabilidade diante das escolhas nos leva a transformar nossas famílias, Nossas cidades, nossos estados, nossos países, nosso planeta em paraíso ou inferno. E como bem explica a Teoria do Caos: uma borboleta que bate as asas na China pode causar um furação no restante do mundo, e vice-versa'. A história não é pontual, mas uma espiral que gira sobre si mesma, e o mundo é um tabuleiro infinitamente mais complexo que um tabuleiro de xadrez, sendo as peças cada um de nós com nossas singularidades e escolhas. Ou ainda: somos os tecelões que fiam o tecido chamado história.

 



Escrito por rubim geontelus às 12h31
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Crítica ao filme 'O Livro de Eli', ou como a mídia manipula as massas

Filme baseado numa história altamente tendenciosa, manipuladora, e ideológica em todos os sentidos. Primeiro: deveria ter um aviso sobre o filme tipo 'filme para quem é cristão cego, e que assistirá isso sem questionar nada' (rs), pois trata-se de um filme sobre a Bíblia Sagrada, e claramente com tendências protestantes ao mencionar que a versão do Livro Sagrado é a versão conhecida como  King James (na verdade é uma versão da igreja anglicana, mas produzida nos tempos dos reformistas, e portanto utilizada por Lutero, Calvino e outros, bem como ligada ao Império Britânico, potência dominante da época); segundo: o filme mostra um mundo pós-apocalíptico em estado caótico, sem lei, e onde impera a força, mas tendo como única esperança um livro que contém o caminho para a redenção (só que o mundo foi a esse estado justamente devido a tal livro, rs, pois sempre foi usado de maneira errada e a frase 'religião é poder' lhe define muito bem); terceiro: não há debate algum ou referência alguma que mostre que existem outros caminhos para se chegar a uma 'salvação' e a um estado ordenado da civilização que não seja através só da religião cristã; quarto: Não menciona que esse tal livro é justamente um livro alterado através dos tempos, e que contém mais de 4 mil erros e distorções em relação ao original, ou seja, a Torá, sem falar que o Novo Testamento é ambíguo e não foi escrito pelos apóstolos, mas por gregos e romanos que distorceram os ensinamentos de Jesus juntamente com Paulo, o mercador de idéias, que modificou muitas coisas (lembrando que Jesus não veio para modificar e sim para cumprir e era um rabino que seguia a Lei Mosaica e que nada modificou, mas apens dava novas interpretações as letras mortas; enquanto Paulo fez modficações claras e aboliu a obrigação dos pagãos de seguir os costumes judeus com a intenção de fabricar uma religião de massa controlada pelo poder romano para dominar culturalmente e religiosamente o mundo, e que depois foi mantida pelos protestantes que fizeram uma reforma meia-boca, rs); quinto: como sempre, a salvação do mundo é colocada nas mãos dos americanos; sexto: não fica claro no filme que tipo de guerra houve, de modo a não comprometer partes envolvidas tipo quem começou e por qual motivo; e sétimo: do nada, a Solara (que nome bem escolhido, rs, pois lembra claramente o Sol, símbolo de iluminação, de Deus, do Bem, etc), continua o trabalho do Eli (outro nome bem escolhido, pois remete a El, que é um dos nomes de Deus e ao sufixo -i, que em hebraico significa o pronome possessivo meu, de modo a significar 'Meu Senhor'), rs, mas ela era uma fraquinha, e sai no final pelas estrads perigosas com os trajes do Eli, e dando a entender que aprendeu tudo como num passe de mágica - ops, hehe, claro, Deus encarnou nela para fazer justiça mundo afora, ou foi o Eli? (rs). Deve ter sido Deus mais uma vez, pois no final do filme os olhos do Eli são focalizdos e vemos que ele também era cego, tendo alcançado a graça de Deus através de uma escolha divina para cumprir uma missão e portanto obtendo a cura da cegueira física para tanto. Eli tem os sentidos altamente apurados e muito além das condições normais para qualquer ser humano, podendo ser explicado unicamente pela presença divina. Além do mais é puro maniqueísmo, mostrando o mundo sempre dividido entre o bem e o mal, mas sem mostrar que o mal é consequência da hipocrisia de quem se acha do lado do bem e suas escolhas erradas que acabam por lançar a maioria da população em caminhos tortuosos, cheios de abismos, sem esperança, ou seja, o mundo é o que é devido às más decisões das elites que o administram e que geralmente se acham representantes ou autoridades de Deus na Terra, (rs). Isso nos leva a pensar: então mesmo depois do livro ter sido entregue ao destino final (uma fortaleza que guarda parte do conhecimento humano, e onde vivem pessoas sem máculas causadas pela destruição. Ah, as pessoas más são reconhecidas por marcas nas mãos (rs), e isso não é coincidência: no livro do Apocalipse - Revelação, e não destruição (rs), a marca da besta é colocada nas mãos das pessoas), a Solara sai para destruir todos os que não estão do lado do 'Bem', mostrando que recomeça um novo ciclo entre o Bem e o Mal igual ao que culminou com a guerra que levou o mundo ao estado retratado no filme (quanta falta de coerência).

Na boa, quanta ideologia enfiada nas cabeças das pessoas menos avisadas. Por isso esse mundo continua assim. Não mostram soluções para o problema atual que vivemos, críticas a esses sistemas perversos, mas continua pervertendo as mentes através de esperanças que sabemos não serem alcançadas e realizadas se não houver uma mudança radical do modo de pensar de toda humanidade, de vermos que as religiões geralmente são tendenciosas, que escravizam caso não saibamos lidar com elas, que a Mãe-Natureza é tudo de bom, que Deus não é propriedade dessa ou daquela religião e que o Amor incondicional ao próximo e a responsabilidade pelo próximo e pelo mundo é a redenção real.Rindo a toa



Escrito por rubim geontelus às 15h43
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