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Blog de rubim.geontelus
 


Crítica ao filme 'O Livro de Eli', ou como a mídia manipula as massas

Filme baseado numa história altamente tendenciosa, manipuladora, e ideológica em todos os sentidos. Primeiro: deveria ter um aviso sobre o filme tipo 'filme para quem é cristão cego, e que assistirá isso sem questionar nada' (rs), pois trata-se de um filme sobre a Bíblia Sagrada, e claramente com tendências protestantes ao mencionar que a versão do Livro Sagrado é a versão conhecida como  King James (na verdade é uma versão da igreja anglicana, mas produzida nos tempos dos reformistas, e portanto utilizada por Lutero, Calvino e outros, bem como ligada ao Império Britânico, potência dominante da época); segundo: o filme mostra um mundo pós-apocalíptico em estado caótico, sem lei, e onde impera a força, mas tendo como única esperança um livro que contém o caminho para a redenção (só que o mundo foi a esse estado justamente devido a tal livro, rs, pois sempre foi usado de maneira errada e a frase 'religião é poder' lhe define muito bem); terceiro: não há debate algum ou referência alguma que mostre que existem outros caminhos para se chegar a uma 'salvação' e a um estado ordenado da civilização que não seja através só da religião cristã; quarto: Não menciona que esse tal livro é justamente um livro alterado através dos tempos, e que contém mais de 4 mil erros e distorções em relação ao original, ou seja, a Torá, sem falar que o Novo Testamento é ambíguo e não foi escrito pelos apóstolos, mas por gregos e romanos que distorceram os ensinamentos de Jesus juntamente com Paulo, o mercador de idéias, que modificou muitas coisas (lembrando que Jesus não veio para modificar e sim para cumprir e era um rabino que seguia a Lei Mosaica e que nada modificou, mas apens dava novas interpretações as letras mortas; enquanto Paulo fez modficações claras e aboliu a obrigação dos pagãos de seguir os costumes judeus com a intenção de fabricar uma religião de massa controlada pelo poder romano para dominar culturalmente e religiosamente o mundo, e que depois foi mantida pelos protestantes que fizeram uma reforma meia-boca, rs); quinto: como sempre, a salvação do mundo é colocada nas mãos dos americanos; sexto: não fica claro no filme que tipo de guerra houve, de modo a não comprometer partes envolvidas tipo quem começou e por qual motivo; e sétimo: do nada, a Solara (que nome bem escolhido, rs, pois lembra claramente o Sol, símbolo de iluminação, de Deus, do Bem, etc), continua o trabalho do Eli (outro nome bem escolhido, pois remete a El, que é um dos nomes de Deus e ao sufixo -i, que em hebraico significa o pronome possessivo meu, de modo a significar 'Meu Senhor'), rs, mas ela era uma fraquinha, e sai no final pelas estrads perigosas com os trajes do Eli, e dando a entender que aprendeu tudo como num passe de mágica - ops, hehe, claro, Deus encarnou nela para fazer justiça mundo afora, ou foi o Eli? (rs). Deve ter sido Deus mais uma vez, pois no final do filme os olhos do Eli são focalizdos e vemos que ele também era cego, tendo alcançado a graça de Deus através de uma escolha divina para cumprir uma missão e portanto obtendo a cura da cegueira física para tanto. Eli tem os sentidos altamente apurados e muito além das condições normais para qualquer ser humano, podendo ser explicado unicamente pela presença divina. Além do mais é puro maniqueísmo, mostrando o mundo sempre dividido entre o bem e o mal, mas sem mostrar que o mal é consequência da hipocrisia de quem se acha do lado do bem e suas escolhas erradas que acabam por lançar a maioria da população em caminhos tortuosos, cheios de abismos, sem esperança, ou seja, o mundo é o que é devido às más decisões das elites que o administram e que geralmente se acham representantes ou autoridades de Deus na Terra, (rs). Isso nos leva a pensar: então mesmo depois do livro ter sido entregue ao destino final (uma fortaleza que guarda parte do conhecimento humano, e onde vivem pessoas sem máculas causadas pela destruição. Ah, as pessoas más são reconhecidas por marcas nas mãos (rs), e isso não é coincidência: no livro do Apocalipse - Revelação, e não destruição (rs), a marca da besta é colocada nas mãos das pessoas), a Solara sai para destruir todos os que não estão do lado do 'Bem', mostrando que recomeça um novo ciclo entre o Bem e o Mal igual ao que culminou com a guerra que levou o mundo ao estado retratado no filme (quanta falta de coerência).

Na boa, quanta ideologia enfiada nas cabeças das pessoas menos avisadas. Por isso esse mundo continua assim. Não mostram soluções para o problema atual que vivemos, críticas a esses sistemas perversos, mas continua pervertendo as mentes através de esperanças que sabemos não serem alcançadas e realizadas se não houver uma mudança radical do modo de pensar de toda humanidade, de vermos que as religiões geralmente são tendenciosas, que escravizam caso não saibamos lidar com elas, que a Mãe-Natureza é tudo de bom, que Deus não é propriedade dessa ou daquela religião e que o Amor incondicional ao próximo e a responsabilidade pelo próximo e pelo mundo é a redenção real.Rindo a toa



Escrito por rubim geontelus às 15h43
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